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quinta-feira, 27 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Ouvi este texto ontem, lido por Paula Lobo Antunes e emocionei-me...
porque na verdade, a SAÚDE, é o bem mais precioso da nossa vida
e por vezes só nos apercebemos disso quando ela nos falta.
O último abraço que me dás
Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido,
jamais vi uma lágrima. Somente feições sérias, de uma seriedade
que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro
em cada prega, traços esculpidos a fogo na pele
António Lobo Antunes
|
16:42 Quinta feira, 12 de Dezembro de 2013 |
Para Luís Costa
O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do
Hospital de Santa Maria,
onde a elegância dos doentes os transforma em reis. Numa das últimas vezes que lá fui
encontrei um homem
que conheço há muitos anos. Estava tão magro que demorei a perceber quem era.
Disse-me
Hospital de Santa Maria,
onde a elegância dos doentes os transforma em reis. Numa das últimas vezes que lá fui
encontrei um homem
que conheço há muitos anos. Estava tão magro que demorei a perceber quem era.
Disse-me
- Abrace-me porque é o último abraço que me dá
durante o abraço
- Tenho muita pena de não acabar a tese de doutoramento
e, ao afastarmo-nos, sorriu. Nunca vi um sorriso com tanta dor entre parêntesis, nunca imaginei
que fosse
tão bonito.
que fosse
tão bonito.
Com o meu corpo contra o dele veio-me à cabeça, instantâneo, o fragmento de um poema do
meu amigo
Alexandre O'Neill, que diz que apenas entre os homens, e por eles, vale a pena viver. E descobri-me
cheio
de respeito e amor. Um rapaz, de cerca de vinte anos, que fazia quimioterapia ao pé de mim, numa
determinação tranquila:
meu amigo
Alexandre O'Neill, que diz que apenas entre os homens, e por eles, vale a pena viver. E descobri-me
cheio
de respeito e amor. Um rapaz, de cerca de vinte anos, que fazia quimioterapia ao pé de mim, numa
determinação tranquila:
- Estou aqui para lutar
e, por estranho que pareça, havia alegria em cada gesto seu. Achei nele o medo também, mais do
que o medo,
o terror e, ao mesmo tempo que o terror, a coragem e a esperança.
que o medo,
o terror e, ao mesmo tempo que o terror, a coragem e a esperança.
A extraordinária delicadeza e atenção dos médicos, dos enfermeiros, comoveu-me.
Tropecei no desespero, no malestar físico, na presença da morte, na surpresa da dor,
na horrível solidão da proximidade do fim, que se
me afigura de uma injustiça intolerável. Não fomos feitos para isto, fomos feitos para a vida.
O cabelo
cresce-me de novo, acho-me, fisicamente, como antes, estou a acabar o livro e o meu pensamento
desvia-se constantemente para a voz de um homem no meu ouvido
Tropecei no desespero, no malestar físico, na presença da morte, na surpresa da dor,
na horrível solidão da proximidade do fim, que se
me afigura de uma injustiça intolerável. Não fomos feitos para isto, fomos feitos para a vida.
O cabelo
cresce-me de novo, acho-me, fisicamente, como antes, estou a acabar o livro e o meu pensamento
desvia-se constantemente para a voz de um homem no meu ouvido
- Acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento, acabar a tese de doutoramento
porque não aceito a aceitação, porque não aceito a crueldade, porque não aceito
que destruam companheiros.
A rapariga com a peruca no braço da cadeira. O senhor que não olhava para ninguém,
olhava para o vazio.
Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima.
Somente feições sérias,
de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada
prega, traços esculpidos a fogo na pele. Vi morrer gente quando era médico, vi morrer
gente na guerra, e continuo sem compreender. Isso eu sei que não compreenderei.
Que me espanta. Que me faz zangar. Abrace-me porque
é o último abraço que me dá: é uma frase que se entenda, esta? Morreu há muito pouco tempo.
Foda-se.
Perdoem esta palavra mas é a única que me sai. Foda-se. Quando eu era pequeno
ninguém morria.
Porque carga de água se morre agora, pelo simples facto de eu ter crescido?
Morra um homem fique
fama, declaravam os contrabandistas da raia. Se tivermos sorte alguém se lembrará
de nós com saudade.
De mim ficarão os livros. E depois? Tolstoi, no seu diário: sou o melhor; e depois?
E depois nada porque
a fama é nada.
que destruam companheiros.
A rapariga com a peruca no braço da cadeira. O senhor que não olhava para ninguém,
olhava para o vazio.
Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima.
Somente feições sérias,
de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada
prega, traços esculpidos a fogo na pele. Vi morrer gente quando era médico, vi morrer
gente na guerra, e continuo sem compreender. Isso eu sei que não compreenderei.
Que me espanta. Que me faz zangar. Abrace-me porque
é o último abraço que me dá: é uma frase que se entenda, esta? Morreu há muito pouco tempo.
Foda-se.
Perdoem esta palavra mas é a única que me sai. Foda-se. Quando eu era pequeno
ninguém morria.
Porque carga de água se morre agora, pelo simples facto de eu ter crescido?
Morra um homem fique
fama, declaravam os contrabandistas da raia. Se tivermos sorte alguém se lembrará
de nós com saudade.
De mim ficarão os livros. E depois? Tolstoi, no seu diário: sou o melhor; e depois?
E depois nada porque
a fama é nada.
O que é muito mais do que nada são estas criaturas feridas, a recordação
profundamente lancinante de
uma peruca de mulher num braço de cadeira. Se eu estivesse ali sozinho,
sem ninguém a ver-me,
acariciava uma daquelas madeixas horas sem fim. No termo das sessões
de quimioterapia as
pessoas vão-se embora. Ao desaparecerem na porta penso: o que farão agora?
E apetece-me ir
com eles, impedir que lhes façam mal:
profundamente lancinante de
uma peruca de mulher num braço de cadeira. Se eu estivesse ali sozinho,
sem ninguém a ver-me,
acariciava uma daquelas madeixas horas sem fim. No termo das sessões
de quimioterapia as
pessoas vão-se embora. Ao desaparecerem na porta penso: o que farão agora?
E apetece-me ir
com eles, impedir que lhes façam mal:
- Abrace-me porque talvez não seja o último abraço que me dá.
Ao M. foi. E pode afigurar-se estranho mas ainda o trago na pele. Durante quanto tempo
vou ficar com ele
tatuado?
O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia
do Hospital de
Santa Maria onde a dignidade dos escravos da doença os transforma em gigantes,
onde só existem,
nas palavras do Luís, Heróis.
vou ficar com ele
tatuado?
O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia
do Hospital de
Santa Maria onde a dignidade dos escravos da doença os transforma em gigantes,
onde só existem,
nas palavras do Luís, Heróis.
Onde só existem Heróis. Não estou doente agora. Não sei se voltarei a estar.
Se voltar a estar,
embora não chegue aos calcanhares de herói algum, espero comportar-me
como um homem.
Oxalá o consiga. Como escreveu Torga o destino destina mas o resto é comigo.
E é. Muito boa tarde
a todos e as melhoras: é assim que se despedem no Serviço de Oncologia.
Muito boa tarde a todos
e até já, mesmo que seja o último abraço que damos.
Se voltar a estar,
embora não chegue aos calcanhares de herói algum, espero comportar-me
como um homem.
Oxalá o consiga. Como escreveu Torga o destino destina mas o resto é comigo.
E é. Muito boa tarde
a todos e as melhoras: é assim que se despedem no Serviço de Oncologia.
Muito boa tarde a todos
e até já, mesmo que seja o último abraço que damos.
terça-feira, 4 de março de 2014
Valsa dos Amantes
Há um sorriso pequeno nos lábios que amei
Faz tempo que te não via e ao ver-te pensei
Estás mudada, estou mudado
E dos jovens que um dia se amaram nasceu este fado
Há um sorriso pequeno no homem que eu sou
Iniciámos o amor quando o amor nos chegou
Não me esqueço, não te esqueças
Que inocentes,escondidos,escondemos
O amor feito ás pressas
Não penses que te vejo como outrora
A vida esgota a vida hora a hora,
O tempo gasta o tempo e marca a gente,
O espelho mostra como eu estou diferente
Não estou novo não sou novo
Mas não peças que a vida te apague do fundo de mim
Há um sorriso pequeno nos olhos dos dois,
Há uma dúvida triste que existe e depois
Fico a espera,estás a espera
Mas a voz não se atreve e uma lagrima em mim desespera
Não penses que te vejo como outrora
A vida esgota a vida hora a hora
O tempo gasta o tempo e marca a gente
O espelho mostra como eu estou diferente
Não estou novo não sou novo
Mas não peças que a vida te apague do fundo de mim
Letra e música de Jorge Fernando
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
E é impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!
Oswldo Montenegro
Link: http://www.vagalume.com.br/oswaldo-montenegro/quando-a-gente-ama.html#ixzz2egcAUE2f
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
E é impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!
Oswldo Montenegro
Link: http://www.vagalume.com.br/oswaldo-montenegro/quando-a-gente-ama.html#ixzz2egcAUE2f
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Hoje é o aniversário de Nelson Mandela, um exemplo para a humanidade. Recordo algumas frases do grande homem que transformou a história da África:
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
"Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado."
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
"Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado."
domingo, 14 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Filho Perdileto
FILHO PREDILETO
Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido,
aquele que ela mais amava.
E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe.
E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto,
aquele a quem me dedico de corpo e alma...
É o meu filho doente, até que sare.
O que partiu, até que volte.
O que está cansado, até que descanse.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.
O que estuda, até que aprenda.
O que está com frio, até que se agasalhe.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que casa, até que conviva.
O que é pai, até que os crie.
O que prometeu, até que se cumpra.
O que deve, até que pague.
O que chora, até que cale.
E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:
O que já me deixou...
...até que o reencontre...
(Erma Bombeck)
Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido,
aquele que ela mais amava.
E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:
"Nada é mais volúvel que um coração de mãe.
E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto,
aquele a quem me dedico de corpo e alma...
É o meu filho doente, até que sare.
O que partiu, até que volte.
O que está cansado, até que descanse.
O que está com fome, até que se alimente.
O que está com sede, até que beba.
O que estuda, até que aprenda.
O que está com frio, até que se agasalhe.
O que não trabalha, até que se empregue.
O que namora, até que se case.
O que casa, até que conviva.
O que é pai, até que os crie.
O que prometeu, até que se cumpra.
O que deve, até que pague.
O que chora, até que cale.
E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:
O que já me deixou...
...até que o reencontre...
(Erma Bombeck)
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
A Escola e a TV
Mais uma brincadeira feita no tempo da ELF
A Escola - TV Educativa
Os Directores - Os realizadores de programa
As alunas - Variedades
Empregadas de bata branca - as Locutoras
Empregadas de bata preta - Brigada especial
Horário - Cartaz tv
Português - Imagens da poesia europeia
Francês - Tarde de cinema
Inglês - Familia Forsyte
Port Comercial - Melodias de sempre
Dacilografia - Concerto para Jovens
Estenografia - Desenhos animados
Matemática - Mesa redonda
Recreações matemáticas - Vamos jogar no totobola
Noções - Tv Infantil
Expulsão - Sangue na estrada
Testes - Missão Impossivel
Chamadas - Se bem me lembro
Exames orais - Frente a frente
Reuniões de Professores - Telejornal
Notas - Silêncio...vamos rir
Resultado final - Fecho da Emissão
A Escola - TV Educativa
Os Directores - Os realizadores de programa
As alunas - Variedades
Empregadas de bata branca - as Locutoras
Empregadas de bata preta - Brigada especial
Horário - Cartaz tv
Português - Imagens da poesia europeia
Francês - Tarde de cinema
Inglês - Familia Forsyte
Port Comercial - Melodias de sempre
Dacilografia - Concerto para Jovens
Estenografia - Desenhos animados
Matemática - Mesa redonda
Recreações matemáticas - Vamos jogar no totobola
Noções - Tv Infantil
Expulsão - Sangue na estrada
Testes - Missão Impossivel
Chamadas - Se bem me lembro
Exames orais - Frente a frente
Reuniões de Professores - Telejornal
Notas - Silêncio...vamos rir
Resultado final - Fecho da Emissão
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