segunda-feira, 5 de março de 2012

Palavras

Palavras leva-as o vento….
Deixando aberta a nossa mente
Para sentir aquele momento,
E expressar o nosso sentir,
As palavras voltam novamente
Contrariando a ideia de que íam fugir….

Num turbilhão de ideias,
surgem as palavras como um jogo,
Sentimentos que se cruzam
Elos tecidos em teias,
Temas que se usam e abusam,
É como atear um grande fogo…..

E por vezes só cinzas… mais nada resta
Por outras, ainda há palavras soltas
Espalhadas pelo chão….
Ou voando atraves de uma brecha
Essas não precisam de escoltas
Chegam todas em união.
E com elas o que vamos fazer
Juntá-las ,
Baralhalá-las,
Utilizá-las
Tentar com elas algo escrever!

domingo, 4 de março de 2012

Rosa Branca

Num jardim,
Entre as muitas flores,
Uma rosa branca
Mostrava gloriosa
As pétalas macias,
Leves como a espuma,
Suaves como a brisa,
Que às outras flores
Mostrava a alegria
Que com ela nascia…
Era mais uma esperança
Que brilhava no dia.

Numa noite quente
Em que a luz da lua
Coroava de beleza
O belo jardim,
A rosa macia,
Branca, suave,
Leve como a espuma
Perdeu a beleza.
As pétalas brilhantes
Ficaram sem côr,
A haste quebrou,
E no mesmo instante
A rosa murchou.

Colhia-a com amor
Afaguei-a ainda
Mas da rosa branca
Nada restava…
O perfume, a côr
Tudo se perdeu
E ..a rosa branca morreu!

A rosa bonita
Murcha, sem côr
Lancei-a ao mar
Numa noite escura…
Apenas ficou
Ao longo da praia
Um cheiro a tristeza
Da esperança morta
Que o mar levou!


Jun 69

CINCO QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO

Só os burros estão destinados a sofrer sem protestar
António Aleixo

Publico estas quadras por achar a sua mensagem tão actual:




Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.

Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.
António Aleixo

Mulher é Vaidosa

Mulher é vaidosa
Gosta de se enfeitar
Há quem diga
Que é para
Ao homem agradar…
Mas não é não,
Ela só quer,
Simplesmente,
Ser Mulher!

Mulher é força
É poesia..
É filha, namorada,
Esposa, amante,
Amiga,
Mãe….
Todo o dia,
Mesmo cansada,
Ela entra
De rompante
Sempre com alegria.

Alegria por vezes
Disfarçada,
Porque a alma chora.
E mesmo sentindo-se
Destroçada…
Ela vai rua fora
Enfeitada,
Bonita,
Só porque ela quer,
Simplesmente
Porque é Mulher!


Março.2012
O ser humano não é livre não,
Isso é pura ilusão.
Desde que nasce até morrer
Está prisioneiro do seu ser
Da doença,
Da crença,
Sempre a correr
Atrás da liberdade,
Para alcançar
A tão desejada felicidade.
Mas nessa corrida desenfreada
Esquece por vezes de viver
Cada momento
E julga-se livre…
Que ilusão….
Não é livre não.
Continua prisioneiro
Da sociedade,
Dos outros,
Da idade,
Da beleza,
A sofrer
A ver quem chega primeiro…
E a luta continua
Até morrer….
E aí sim… finalmente
Aquele Ser
Vai ser livre para sempre!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Perdoa-me

Perdoa-me…
Sussuraste tu,
Quero mudar de vida.
Não há palavras
Para apagar todo o sofrimento
Que te fiz passar,
Não há cabimento
Para um passado assim….
Dá-me outra oportunidade
Para o futuro melhorar….
E a felicidade alcançar.

quinta-feira, 1 de março de 2012

A Paisagem

A paisagem
não é ilusão…
Não é miragem,
É realidade
Que nos enche
O coração!

Não é só olhar,
É ver para além de….
É levar-nos nas asas
Da imaginação,
E ficarmos rendidos
A tamanha beleza,
E perguntarmos
Será que temos a certeza
Que não é ficção?

E permanecemos
numa linguagem silenciosa,
Desejando alcançar
O poder do infinito
Em todo o seu esplendor,
E até esquecemos
De nós próprios
E de tudo ao nosso redor!


Maria Dias
01.Março.2012