Pintar a seda
Leva-nos à sensação
De uma mágica leveza,
A tinta escorre pela mão
E reproduz uma incerteza
Pintar a seda
Tão leve e envolvente
De harmonia perfeita,
Tomando o tom quente,
Pintado numa linha direita
A seda
Que depois de pintada
Nos envolve com suavidade,
Ficando ali retratada
Uma tentativa de criatividade!
Abril 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Ela chega de mansinho
Sempre sem avisar,
Vem devagarinho
Para todos surpreender,
E se chega devagar,
Vai embora a correr.
Vai e leva com ela
Alguém que nos é querido,
É uma dor singela
Tão forte, tudo sofrido,
O desejo de não ser verdade,
De esquecer aquele momento,
Como fugir à realidade
E acabar com tal sofrimento.
Tinhamos esquecido
De que temos de morrer.
E quando o homem
Fala da eternidade
É como um cego
Que não quer ver.
A morte é natural
E não tem rival!
Abril 2012
.
Sempre sem avisar,
Vem devagarinho
Para todos surpreender,
E se chega devagar,
Vai embora a correr.
Vai e leva com ela
Alguém que nos é querido,
É uma dor singela
Tão forte, tudo sofrido,
O desejo de não ser verdade,
De esquecer aquele momento,
Como fugir à realidade
E acabar com tal sofrimento.
Tinhamos esquecido
De que temos de morrer.
E quando o homem
Fala da eternidade
É como um cego
Que não quer ver.
A morte é natural
E não tem rival!
Abril 2012
.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
1 de Abril dia das mentiras
Antigamente chamado
o dia das “petas”
Dia dos tolos
Ou dia dos bobos.
Mas eu gostava
Porque pregava partidas
Aos amigos
Engraçadas e inocentes,
Eles ficavam crentes,
E eram sempre divertidas.
Os restantes dias do ano
Eram para ser levados a sério
Para sermos verdadeiros,
Mas tudo se perde,
E esses momentos derradeiros
Já não existem mais.
Antigamente,
Até as agências e os jornais
Publicavam a sua “mentira”
No dia 1 de Abril
Considerando o dia das mentiras
Uma brincadeira normal
E uma tradição anual.
Agora tudo acabou
Não sei se, por acharem
que vivemos num mundo
demasiado sério,
Ou se, porque já vivemos
com tanta mentira…..
Não queremos mais não.
E lá se acabou
A velha tradição
Da “peta” do dia 1 de Abril,
Agora ficam as mentiras
Dos outros dias, que são mais de mil….
1 de Abril
Antigamente chamado
o dia das “petas”
Dia dos tolos
Ou dia dos bobos.
Mas eu gostava
Porque pregava partidas
Aos amigos
Engraçadas e inocentes,
Eles ficavam crentes,
E eram sempre divertidas.
Os restantes dias do ano
Eram para ser levados a sério
Para sermos verdadeiros,
Mas tudo se perde,
E esses momentos derradeiros
Já não existem mais.
Antigamente,
Até as agências e os jornais
Publicavam a sua “mentira”
No dia 1 de Abril
Considerando o dia das mentiras
Uma brincadeira normal
E uma tradição anual.
Agora tudo acabou
Não sei se, por acharem
que vivemos num mundo
demasiado sério,
Ou se, porque já vivemos
com tanta mentira…..
Não queremos mais não.
E lá se acabou
A velha tradição
Da “peta” do dia 1 de Abril,
Agora ficam as mentiras
Dos outros dias, que são mais de mil….
1 de Abril
O eléctrico amarelo
O eléctrico mais tipico da cidade
É o 28, que os turistas apanham
Como quem bebe ginginhas….
E aí começam as voltinhas
Pelas ruelas já sem idade.
Dá a volta às colinas
Às sete colinas de Lisboa,
Passa pelas casas pombalinas
É como a canção entoa…
E lá continua…
Pelos poisos do Pessoa,
Pelas ruas do gasto basalto,
Pelas igrejas de estilo barroco,
Passa perto do Bairro Alto,
Sobe e desce num gemido louco,
Passa pelos nichos mouriscos,
Pelos azulejos cheios de fumaça
Das tascas com cheiro a petiscos…
Mas eis que a magia se esvoaça,
Quando os carteiristas entram em acção
E num abrir e fechar de olhos
Às carteiras deitam a mão…
E quando uma das turistas
Resolve pegar no telemovel e
a policia chamar…
o eléctrico já sem magia
a gemer vai parar….
e em vez de justiça se fazer
lá vai a turista a correr
para na esquadra justificar
a chamada ao local
e tudo acaba mal:
A turista lixou-se,
O carteirista pisgou-se,
E o 28 pasmou-se….!
Do passeio fica a recordação
Das maravilhosas vistas,
Mas a parte da carteira em acção
Não vem no guia de turistas,
E vai ficar para sempre como um senão.
Abril.2012
Abril.2012
O eléctrico mais tipico da cidade
É o 28, que os turistas apanham
Como quem bebe ginginhas….
E aí começam as voltinhas
Pelas ruelas já sem idade.
Dá a volta às colinas
Às sete colinas de Lisboa,
Passa pelas casas pombalinas
É como a canção entoa…
E lá continua…
Pelos poisos do Pessoa,
Pelas ruas do gasto basalto,
Pelas igrejas de estilo barroco,
Passa perto do Bairro Alto,
Sobe e desce num gemido louco,
Passa pelos nichos mouriscos,
Pelos azulejos cheios de fumaça
Das tascas com cheiro a petiscos…
Mas eis que a magia se esvoaça,
Quando os carteiristas entram em acção
E num abrir e fechar de olhos
Às carteiras deitam a mão…
E quando uma das turistas
Resolve pegar no telemovel e
a policia chamar…
o eléctrico já sem magia
a gemer vai parar….
e em vez de justiça se fazer
lá vai a turista a correr
para na esquadra justificar
a chamada ao local
e tudo acaba mal:
A turista lixou-se,
O carteirista pisgou-se,
E o 28 pasmou-se….!
Do passeio fica a recordação
Das maravilhosas vistas,
Mas a parte da carteira em acção
Não vem no guia de turistas,
E vai ficar para sempre como um senão.
Abril.2012
Abril.2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)






