sábado, 14 de julho de 2012


O sorriso e a lágrima

A lágrima inveja o sorriso
Julga que ele vive sempre feliz
Puro engano, pura ilusão,
Muitas vezes é um disfarce
De quanto sofre o coração.

Quantas vezes choramos sorrindo
Continuamos rindo mesmo já indo,
Quantas vezes  sorrimos chorando
Mesmo quando estamos voltando.

Desde os sorrisos timidos
Aos sorrisos enigmáticos,
Dos sorrisos atrevidos
Aos sorrisos carismáticos,
Um sorriso, apenas um sorriso
É tudo o que é preciso


Maria Dias
Julho 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012


Livros são bons amigos
Que nos acompanham p’la vida
São professores queridos,
De uma riqueza transmitida,
Que nos enchem o coração,
Como pérolas brilhantes,
Vão para além da razão
Como estrelas cintilantes.

Queria escrever um livro
Transcrever uma história,
Aquela história verdadeira
Que fique  na memória
Para a  vida inteira.
Vou ter de me inspirar,
Reunir factos, acontecimentos
Para a história contar…
Não esquecendo os sentimentos
Cujo conteúdo vão enriquecer
O livro a não esquecer!

Maria Dias
Julho 2012

sábado, 7 de julho de 2012

Oh coelho em vez de passos
Porque não saltas nas relvas
Para evitar erros crassos,
Vá lá salta e vai até Elvas
Ou isso é um “não assunto”
Para ti e para os da tua toca
Que dê para serrar presunto
E que só atrai minhoca.
Desculpa lá esta chalaça
Mas não há “cú” que aguente,
Nem mesmo com cachaça
O povo esquece o que sente.
Sente, e tem que aguentar,
Até quando, não se sabe
Onde isto irá parar!

Maria Dias
Julho 2012



quinta-feira, 5 de julho de 2012


A minha amiga saudade
Às vezes vem me visitar,
É  estranha de verdade
e tão controversa…
que, quando vem para ficar
e se senta à conversa,
às vezes faz-me feliz
ao recordar
bons momentos,
e velhos tempos
que me fazem sonhar.
Outras vezes é cruel,
Lembra-me o que quero perder
E para sempre esquecer,
E dá-me angústia e tristeza
Deixa uma mistura de sentimentos
Aquela amarga incerteza
De perda, falta, distância
Até mesmo agonia,
E como não a posso matar
Quero que ela se vá embora
Daqui para fora
Para esquecer toda a melancolia
E voltar a sentir alegria!


Maria Dias
Julho 2012



Sentada na esplanada
Ponho-me  a observar….
Os passarinhos saltitam
Para as migalhas aproveitar
As crianças brincam,
Não sossegam,
Não se calam,
E os avós babados a olhar…
Uns estão de livro na mão
A tentarem concentrar-se
Para uns momentos de leitura,
E eu, tento e tento, mas em vão
Escrever um poema,
Mas não surge inspiração,
Nem sequer um tema.
A brisa começa a fazer sentir-se
Nem parece uma tarde de Verão,
Começam alguns a ir-se,
Outros ainda ficam na confusão.
Perco-me na demora
Sem tema,
Sem poema,
Acabo por ir-me embora!


Maria Dias
04.Julho.2012


quarta-feira, 4 de julho de 2012


O Relógio do coração
Marca o tempo na nossa vida
De uma forma diferente
Tudo depende da emoção
E da experiência vivida.
Há semanas que duram anos,
Há anos que duram dias,
Tudo depende dos danos
Provocados em nossas vidas.
Paralisamos meses com tristezas
Algumas hoje, passados os dias dificeis
Já se tornam meras incertezas,
Mal lembramos os momentos terriveis,
Mal guardamos a lembrança de cada hora
E será sempre assim pela vida fora!

Maria Dias
Julho 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012


Deitada à beira mar adormeci
Caí num sono profundo,
Por momentos ali permaneci
E fiquei no meu mundo…

Fiz da areia a minha cama
Fiz do mar o meu lençol
Fiz da minha vida uma trama
Fiz de mim um raio de Sol!


Maria Dias
Julho 2012