sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vou publicar a receita de uma amiga, experimentem que resulta....


Perfume da Auto Estima

Ingredientes:

- 1 litro de ternura
- 1 litro de óleo concentrado de paciência
- 1 quilo de perdão em  pó
- 1 litro de essência de amizade
- 1 litro de motivação
- 2 litros de confiança
- 2 litros de bom humor
- 3 litros de extracto de concentrado de solidariedade humana
- 1 litro de esperança
- 2 litros de tolerância
- 10 pitadas de sorrisos espontâneos
- 2 litros de essência de Amor universal
- 1 folha de papel de carinho, do seu tamanho


Modo de Fazer:

Misture o amor, o perdão e os sorrisos espontâneos, no caldeirão que se encontra no fundo do seu coração.

Passe os outros ingredientes por uma peneira bem fina e adicione-os aos do caldeirão.

Leve o caldeirão ao fogo alto da sua bondade, mexendo sempre, até alcançar o ponto de pasta cremosa.

Deixe a pasta esfriar, até ficar morninha.

Abra a folha de papel do carinho.

Barre-se com a pasta dos pés à cabeça.

Deite-se sobre a folha de papel do carinho e enrole-se nela.

Suspire bastante, profundamente. Relaxe.

Pense em momentos alegres, naqueles que fizeram com que você risse sonoramente.

Pense noutros que fizeram com que você se derretesse de ternura.

Sinta o gosto de mel de abelhas simpáticas.

Sinta o perfume das flores que você acha bonitas. Sinta a temperatura de uma noite estrelada.

Ouça a música alegre do canto do rouxinol encantado

Mantenha o coração pleno de emoções positivas

Aguarde mais ou menos meia hora, até que a pasta cremosa e a folha de papel do carinho tenham sido completamente absorvidas.

Resultado:

Depois de mais ou menos meia hora você perceberá que todas aquelas manchinhas que o aborreciam em relação ao próximo terão desaparecido
Caso uma ou outra persista, repita a receita.

Esta receita tem sido experimentada por várias pessoas, com excelentes resultados.

BOM APETITE para a vida, para a sua auto-estima e para os relacionamentos inter-pessoais!


Maria Vilar


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cartas de Amor… ah Cartas de amor
São lembranças de outrora,
Os SMS, as mensagens de Amor
São as mais enviadas agora.

Mas hoje, meu Amor, vou escrever
Para os tempos antigos recordar,
Porque não os quero esquecer
Porque te continuo a amar…

Lembras-te das cartas trocadas
Dos sonhos feitos a dois?
Lembras-te das palavras ousadas
E do que construímos depois?

Fica mais esta carta para guardar
Para quando formos velhinhos,
Se continuarmos bem juntinhos
A reler e podermos recordar!



Maria Dias
Maio 2013


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Já dediquei este poema a uma amiga minha que estava numa fase dificil:


Quando eu estiver triste, 
abraça-me simplesmente….
Sei que não fugiste,
E ficarei mais contente.

Não vais levar a minha tristeza
Mas vais dar-me a tua alegria,
Vais ajudar-me com certeza,
Hoje é assim, amanhã, será outro dia.

Maria Dias
"As guerras matam os guerreiros
e matam os guerreados
que pena não matarem a fome
aos pobres esfomeados!"

Rogério do Carmo
Prémio Camões -Mia Couto

Foi para ti 
que desfolhei a chuva 
para ti soltei o perfume da terra 
toquei no nada 
e para ti foi tudo 
Para ti criei todas as palavras 
e todas me faltaram 
no minuto em que talhei 
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida

Mia Couto, "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Perdi-me no verde do mar….
Que hoje estava tão sereno,
De longe fiquei a observar,
Envolvendo-me em pleno
Como se nele estivesse a mergulhar!

O Sol brilhava intensamente
Espelhando tudo em redor,
E no vai-vem das ondas
Mergulhei como  um sonhador
Mas tive medo, porque o mar é traidor!

E vi uns olhos verdes
Tão verdes como a cor do mar,
E lá voltei a sonhar…
E, entendi  porque dizem
que olhos verdes são traição,
Tal como o mar hoje, sereno
e amanhã talvez já não!

Maria Dias


O mar é espaço da nossa identidade colectiva e um horizonte aberto. Descanso os olhos na sua beleza e perante essa imagem abrem-se os meus sentidos e isso acalma-me.
Há uma magia especial que denuncia um sentimento intemporal.
Queria pegar em alguns adjectivos para traduzir a ideia dessa magia, mas não consigo adjectivos que possam definir a sua beleza e o seu efeito na minha mente. Uma magia que traduz sentimentos controversos: a pequenez perante tamanha imensidão, a serenidade, que se transforma por vezes em ira, que provoca o temor contra a sensação de calma na maioria das vezes transmitida, enfim uma infindável mistura de sentimentos.
Talvez seja isso nos dê uma enorme sensação do mistério que nos rodeia perante tamanha beleza “O mar”.

Maria Dias