terça-feira, 22 de abril de 2014
Aqui fica a lista de todos os participantes, cujos textos foram seleccionados para publicação na nossa Colectânea "Cartas"
No dia 31 de Maio estaremos juntos no lançamento deste magnífico livro.
Seguiu e-mail individual para todos os participantes, com indicações importantes; se alguém não tiver recebido agradecemos indicação nesse sentido.
PARABÉNS A TODOS!
No dia 31 de Maio estaremos juntos no lançamento deste magnífico livro.
Seguiu e-mail individual para todos os participantes, com indicações importantes; se alguém não tiver recebido agradecemos indicação nesse sentido.
PARABÉNS A TODOS!
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Quero ir por caminhos diferentes
Vaguear entre outras culturas,
Que abram as nossas mentes,
E de coração aberto
Outros povos abraçar,
De longe e de perto
Outras paisagens observar
Quero abrir os olhos para o mundo
Vinda de longe, com o coração a cantar
Ficar boquiaberta, em êxtase profundo
Com tantas belezas de encantar
Quando voltar quero viajar
Para dentro de mim mesma,
Prolongar tudo o que vivi
Guardar tudo o que senti,
E através da minha memória,
Em lembrança e narrativa
Escrever a minha história!
E continuar a minha viagem
Nem que seja em pensamento
É preciso recomeçá-la …
Ir para além de uma miragem,
Pois pior que não a terminar
É nunca chegar a partir,
E querer sempre ir
Querer sempre continuar…..
Maria Dias
2012
domingo, 13 de abril de 2014
O quanto pode significar um beijo
Uma chegada, uma despedida,
Ternura, amor, paixão ou desejo
O inicio ou o fim de uma vida.
Pode conter tristeza ou alegria
Fazer-nos rir ou até chorar,
Levar-nos nas asas da fantasia,
A ponto de fazer a alma voar.
O beijo pode ser doce ou picante,
Pode prender ou até afastar,
Conter açúcar ou só adoçante,
Mas quase sempre nos leva a amar!
Maria Dias
Abril 2013
Besame Mucho Cesaria Evora
Beijos
São como bálsamo para a pele,
São para o corpo anos de vida,
São alimento para a alma,
Na aparência reflectida,
Afagando-nos com calma.
E dizes tu, beija-me, beija-me muito
Como se fosse a última vez.
Beija-me com ternura,
Beija-me com amor,
Beija-me com foufura,
Beija-me com carinho,
Beija-me com paixão,
Beija-me devagarinho,
Beija-me com provocação,
Acaricia-me com beijos,
Inventa os meus e os teus desejos
E fica, continuemos a beijar…
Continuemos a nos amar!
Março.2012
Maria Diasterça-feira, 1 de abril de 2014
A minha página para o Boletim da Arpic de Abril:
O
CANTINHO DA POESIA, PENSAMENTOS, CONTOS E OUTROS…..
Neste mês comemoram-se os 40 anos do 25 de Abril,
bem gostaria que o meu poema e o meu desabafo fossem diferentes
Era
uma vez… o 25 de Abril
A
tão proclamada e desejada liberdade,
Passaram
40 anos, que mais parecem mil,
Mas
o “Agora” é uma dura realidade…
Volta
o pé descalço, a fome envergonhada,
Crianças
de estômago vazio nas escolas,
Somos
roubados pelo Governo à descarada,
Como
se as nossas reformas fossem esmolas
Semeia-se
a fome, a miséria, o desemprego
Os
jovens que emigrem para outros países,
Esquecendo
pelo seu País qualquer apego,
E
se for preciso, até podem cortar suas raízes
Cortam-se
nos salários para as contas equilibrar
Corta-se
na saúde, nas reformas e na educação,
Afinal
que rumo é este, onde é que vamos parar?
Como
se aumenta a economia com esta gestão?
O
empobrecimento da Pátria é um ultraje e uma má memória
Para
quem conheceu os velhos tempos das nossa história,
Oh
Povo acordai, acordai, está na hora de reagir
Não
vamos deixar a Liberdade do 25 de Abril fugir!
Desabafo:
Entrei
na reforma involuntariamente, motivado pela conjuntura ocorrida na época
(2006/2007), a moda das fusões, a centralização Ibérica, ficando nós na maioria
dos casos a depender dos nuestros hermanos.
E o que se seguia, era depois de não precisarem de nós, fecharem em
Portugal e manterem a actividade em Espanha. Também não lhes valeu de muito,
mas isso agora não interessa.
Trabalhei
mais de 33 anos, descontei uma vida inteira, e não foi pouco. Os meus últimos
anos da minha vida profissional foram passados numa multinacional, trabalhei
arduamente, ganhava bem, “descontava bem”. Por isso, sempre pensei que iria ter
uma reforma desafogada, que me permitisse pelo menos ter uma vida descansada,
sem preocupações. Sendo “obrigada” a deixar de trabalhar mais cedo, mesmo com
os enormes cortes inerentes a essa situação, tentei adaptar-me à pensão que
iria receber. E resignei-me, aliás sempre a tentar não esquecer que há
situações bem piores.
Agora o
que não consigo resignar-me é com o cenário actual. Os cortes têm sido
sucessivos, e como deixei de ter recibos nunca sei com o que conto. E o pior, é
o medo do dia de amanhã, o medo de não se conseguir ajudar os filhos no
desemprego, o medo da falta de saúde e da assistência à mesma nos faltar. Esta
insegurança latente no nosso dia-a-dia, leva-nos a uma revolta e a uma angústia
desmedida. Como é possível sermos tratados assim? Como se nos tivessem a dar
uma esmola, como se os “reformados” os velhos e os menos velhos, estivessem a
mais neste País. Como se fossemos nós que tivéssemos gasto para além das nossas
possibilidades. Estamos a pagar a factura com uma crueldade desmedida e o que
mais me entristece, sem ver frutos desse sacrifício.
Não foi
este o País em que desejei viver o resto dos meus dias. Receio pelo nosso
futuro e pelo futuro dos meus filhos.
É com
muita força de vontade que tento superar esta revolta para viver o melhor
possível o “presente”, evitando pensar demasiado no “futuro”.
Maria Dias
1 de Abril dia das mentiras
Antigamente chamado
o dia das “petas”
Dia dos tolos
Ou dia dos bobos.
Mas eu gostava
Porque pregava partidas
Aos amigos
Engraçadas e inocentes,
Eles ficavam crentes,
E eram sempre divertidas.
Os restantes dias do ano
Eram para ser levados a sério
Para sermos verdadeiros,
Mas tudo se perde,
E esses momentos derradeiros
Já não existem mais.
Antigamente,
Até as agências e os jornais
Publicavam a sua “mentira”
No dia 1 de Abril
Considerando o dia das mentiras
Uma brincadeira normal
E uma tradição anual.
Agora tudo acabou
Não sei se, por acharem
que vivemos num mundo
demasiado sério,
Ou se, porque já vivemos
com tanta mentira…..
Não queremos mais não.
E lá se acabou
A velha tradição
Da “peta” do dia 1 de Abril,
Agora ficam as mentiras
Dos outros dias, que são mais de mil….
Maria Dias
1 de Abril 2012
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