quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020


Desafio-me a ser “Pessoa”
Desafio-me a tirar a máscara
Porque tenho que ser eu
E para ser EU
tenho que ser dona (o) de mim
Tenho que saber lidar com o meu eu
E saber viver  do meu jeito

O meu jeito de ser

O meu jeito de amar
O meu jeito de sentir
O meu jeito de pensar
O meu jeito de existir
O meu jeito de viver
Porque não quero ser só gente

Quero ser “PESSOA”
E ser EU inteiramente!


MD
2015




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

"O PARA SEMPRE"


As pessoas quando começam uma relação querem muito que seja para sempre, e isso fá-las acreditar que será mesmo para sempre. E depois, quando acontece uma discussão mais pesada ou uma incompatibilidade mais forte, desistem logo. Porquê? Porque não se imaginam a viver assim “o para sempre”  que sonharam. Logo, nas suas cabeças, não poderá ser aquela “a tal pessoa”, e acabam a relação. Mas “o para sempre” dos contos de fadas não é igual ao da vida real. Na vida real “o para sempre” faz-se todos os dias, dia a dia, bocadinho a bocadinho. Faz-se de discussões ultrapassadas, de defeitos imutáveis aceites, de cedências, de erros que merecem ser perdoados, e de erros que têm de ser corrigidos, corrigidos. Faz-se até de muitos “nunca mais”. Um “para sempre” não se conquista, vai-se conquistando. E é isso que as pessoas têm de entender para não passarem a vida a experimentar aqui e acolá e a tentar aqui e acolá, à espera de encontrar, o encaixe perfeito.

In “Larga quem não te agarra”
de Raul Minh’alma






Palavra mágica


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Como morrem os amores...




Os amores morrem de inanição
se não há alimento

Os amores morrem de decepção
se não há sobriedade

Os amores morrem de ciúmes
se lhes falta alento

Os amores morrem de quietude
se não há cumplicidade

Os amores morrem de tédio
se lhes falta motivação

Os amores morrem de egoismo
quando se ama em solidão

Os amores morrem cedo
quando falta compreensão

Os amores morrem queimados
no calor de uma discussão

Os amores morrem sufocados
pela mágoa acumulada

Os amores morrem afogados
no mar da mentira criada

Os amores morrem doentes
quando somos intransigentes

Os amores morrem dormindo
se a paixão se vai diluindo

Os amores morrem
porque nós os matamos

Os amores morrem
se os sentimentos ocultamos

Os amores morrem
porque não os vivemos

Os amores morrem,
e morrendo o amor
Nós é que morremos!