sábado, 11 de julho de 2026

A dor de uma mãe com filhos adultos (Este texto não é meu, mas revejo-me nestas palavras de Inês Reto)

A dor de uma mãe com filhos adultos — é uma dor especial. Ela não grita em voz alta, não chora na frente de todos.


É uma dor silenciosa, profunda e contida, que se esconde nas orações diárias, nos pensamentos noturnos, no suspiro silencioso na cozinha com uma xícara de chá.

É uma dor que surge quando seus filhos já cresceram, seguiram seu próprio caminho, tomam suas próprias decisões, cometem seus próprios erros.

A mãe quer correr atrás deles, pegá-los pela mão novamente, como na infância, protegê-los de todo o mundo, do mal, da dor, das escolhas erradas.

Quer dizer: «Pare! Eu sei o que é melhor! Eu já passei por isso!» Mas… não pode.

Porque já não é mais uma criança pequena que pode ser abrigada sob suas asas.

É um adulto, com seu próprio caminho, destino, coração que aprende com suas próprias feridas.

É o mais difícil — permitir que seu filho viva separadamente.

Permitir que ele caia e se levante, cometa erros e aprenda.

Não interferir, mesmo quando se quer gritar.

Não aconselhar, quando se quer aconselhar. E apenas esperar. Estar por perto. Rezar. Enviar seu amor em pensamento e esperar que ele chegue. Acreditar que tudo vai ficar bem.

Porque uma mãe, mesmo quando seus filhos crescem, mantém o mais importante — amar. E rezar por eles todos os dias. ❤️