segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Aqui fica a minha página no Boletim da Arpic de Novembro 2014:

O CANTINHO DA POESIA, PENSAMENTOS,  CONTOS E OUTROS…..



Novembro é o mês do S.Martinho, por isso recordemos a Lenda de S.Martinho:

Martinho era um valente soldado romano, que estava a regressar de Itália para a sua terra, algures em França.

Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, os Alpes, e, lá no alto, fazia muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado, tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.







De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas velhas e rotas, cheio de frio e que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão.

Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido tão bom.


É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de alguns dias o tempo fica melhor e mais quente: é o chamado Verão de S.Martinho.















“Que o desejo de ajudar o próximo consiga sempre superar o egoísmo e falta de esperança no ser humano”











Maria Dias

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"Uns nasceram para cantar, outros para dançar, outros nasceram simplesmente para serem outros. Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silêncio: tenho inclinação para não falar, um talento para apurar silêncios. 
Escrevo bem, silêncios, no plural.
Sim, porque não há um único silêncio.
E todo o silêncio é música em estado de gravidez."

Mia Couto

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014


Ela fechou os olhos, inclinou o rosto em direcção ao céu e deixou que a brisa marítima lhe fizesse cócegas nas pálpebras…gaivotas a conversar mais ao longe na praia, um insecto que passou junto ao seu ouvido, ondas suaves que batiam ritmadamente na praia. Foi avassalada por uma enorme sensação de serenidade ao fazer corresponder a respiração com o ritmo do mar. A chuva recente remexera a água salgada e o odor intenso misturava-se no vento.
Abriu os olhos e contemplou a paisagem com lentidão, achou maravilhoso, sentiu invadir-se por uma alegria imensa e pensou: “É isto o que os pássaros devem sentir quando voam por cima da praia”. Aquela alegria era como uma brisa suave. Um sentimento tão intenso e ao mesmo tempo tão simples.
Questionou-se sobre o porquê de complicarmos as coisas. Quis entender o porquê dos nossos olhos se gastarem no dia-a-dia, parecendo por vezes opacos, e quando isso acontece instala-se no nosso coração o monstro da indiferença.

Mas que ironia esta, a de tanto querermos e acabarmos por esquecer as coisas mais simples da vida, tão simples como a natureza, que se nos oferece simplesmente ao nosso olhar, para que dela desfrutemos e nos possamos sentir cheios de alegria por viver!

Maria Dias


Óleo s/Tela