domingo, 13 de dezembro de 2015

Natal tempo de renascer
Tempo de reflexão, de repassar um olhar em toda a nossa vida. É que neste Natal não quero essa pavorosa troca de artigos que não se abrem em solidariedade. Não quero saber de cartões a granel, vazios de originalidade. Não quero mais amarguras familiares que se guardam como lixo debaixo do tapete, as ambições que têm asas, mas não voam, Quero sim, evocar as recordações mais ternas: o cheirinho, um abraço terno, partilha...
“Que em cada um de nós possa nascer ou renascer o poder de amar”
“Que em cada um de nós haja o desejo de partilha”


Muitas vezes basta
Ser colo que acolhe,Braço que envolve
Lágrima que corre,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que comove.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015


Leonard Cohen ~ Dance Me To The End Of Love




A música em ritmo lento, solta-se no ar
Combinando os sons com o silêncio,
Chama-te devagarinho para o movimento,
E tu, despertas como num acordar pela manhã
Em que o Sol brilha e te convida a levantar,
Entregando-te ao divino momento.

A levantar para um sonho colorido,
Tudo brilha e se movimenta no ar,
Tu procuras o ritmo e danças comigo.
O céu está limpo, o Sol balança,
Duas aves dançam entre o arvoredo       
Todos entram nesta dança…
Todos comungam do mesmo segredo.

Não é só o ritmo, nem os passos,
Nem a música, que fazem a dança,
Mas a “Paixão” que vai na alma
De quem tudo se esquece
E se entrega ao prazer que alcança:
O coração palpita e aquece,
O tempo pára e surge a magia
Do movimentar dos corpos
A mais pura expressão do ser,
Liberta-se toda a rebeldia
E são momentos de puro prazer!

Maria Dias

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Aqui está o meu segredo. É bem simples:  SÓ COM O CORAÇÃO é que conseguimos ver claramente. O essencial é invisível aos olhos.

Antoine de Saint-Exupéry

O Principezinho


Dia internacional/Nacional dos Direitos Humanos



“Os Nossos Direitos. As Nossas Liberdades. Sempre” os direitos inalienáveis a cada cidadão e a necessidade de um empenhamento contínuo no sentido de os respeitar.



O que me entristece é que, cada vez mais, são os próprios humanos que menos se respeitam a si próprios, desrespeitando-se uns aos outros.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

“Dizemos que a solidão é estarmos sozinhos, mas a solidão é uma presença fortíssima de nós próprios nas coisas que nos rodeiam. Olha aqueles vasos na varanda despidos de plantas, olha as almofadas desarrumadas em cima do sofá, olha a fotografia de família na cómoda junta da cama, olha a cama e o espaço sem ninguém, os lençóis franzidos, tudo isto somos nós, tudo isto respira a nossa respiração e é dotado dos nossos sentimentos, por isso nunca estamos sozinhos, quando muito estamos cheios de nós, e é isso que a solidão faz, enche tudo com a nossa presença e, se acaso nos apanha melancólicos ou derrotados, então tudo é melancolia e derrota, sem mais ninguém para dotar as coisas de uma outra cor.”


João Tordo

O paraíso segundo Lars D.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, no dia 8 de dezembro de 1894, faleceu em Matosinhos no dia 8 de dezembro de 1930. Batizada como Flor Bela Lobo, optou por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca.
A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade.
*
A Vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés d'alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo donde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia...
A gente esquece sempre o bem dum dia.
Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!...
Florbela Espanca, em "Livro de Sóror Saudade"