sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
Como morrem os amores...
Os
amores morrem de inanição
se
não há alimento
Os
amores morrem de decepção
se
não há sobriedade
Os
amores morrem de ciúmes
se
lhes falta alento
Os
amores morrem de quietude
se
não há cumplicidade
Os
amores morrem de tédio
se
lhes falta motivação
Os
amores morrem de egoismo
quando
se ama em solidão
Os
amores morrem cedo
quando
falta compreensão
Os
amores morrem queimados
no
calor de uma discussão
Os
amores morrem sufocados
pela
mágoa acumulada
Os
amores morrem afogados
no
mar da mentira criada
Os
amores morrem doentes
quando
somos intransigentes
Os
amores morrem dormindo
se
a paixão se vai diluindo
Os
amores morrem
porque
nós os matamos
Os
amores morrem
se
os sentimentos ocultamos
Os
amores morrem
porque
não os vivemos
Os
amores morrem,
e
morrendo o amor
Nós
é que morremos!
domingo, 9 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Aprender a Amar....
Depois de algum tempo
aprendes a diferença,
a subtil diferença
entre a alma acorrentar
ou o dar a mão,
e só assim
Aprendes a Amar!
E, aprendes que amar
não significa prender,
e que companhia
nem sempre é “ter”…
e acabas por aceitar!
E aprendes que beijos
não são contratos,
e presentes
não são promessas,
Aprendes que
não é preciso
a troca de retratos,
e que diferenças essas
pouco importam para
manter os desejos….
E, aprendes que amar
é deixar o outro
em liberdade
e, se em vez de partir,
ficar por sua vontade,
então Aprendeste a Amar
por inteiro, de verdade!
MD
Fev 2012
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Lembrança
Um dia seremos “lembrança”
na memória de alguém
reflectindo a nossa presença
vinda e sentida do além
lembramos o que já passou
e que pode já não ser real
tudo o que em nós ficou
tornando-se tão especial
“lembrança” algo que nos pertence
mas que pode tonar-se fugaz
que a todos sempre convence
mas que nem a todos satisfaz
Já agora quero pedir-te:
“Olha-me porque te lembras
e, não me lembres
porque me olhas”
domingo, 2 de fevereiro de 2020
02 de Fevereiro de 2010 morte de Rosa Lobato Faria
De ti só quero o cheiro dos lilases
e a sedução das coisas que não dizes
De ti só quero os gestos que não fazes
e a tua voz de sombras e matizes
e a sedução das coisas que não dizes
De ti só quero os gestos que não fazes
e a tua voz de sombras e matizes
De ti só quero o riso que não ouço
quando não digo os versos que compus
De ti só quero a veia do pescoço
vampira que já sou da tua luz
quando não digo os versos que compus
De ti só quero a veia do pescoço
vampira que já sou da tua luz
De ti só quero as rosas amarelas
que há nos teus olhos cor das ventanias
De ti só quero um sopro nas janelas
da casa abandonada dos meus dias
que há nos teus olhos cor das ventanias
De ti só quero um sopro nas janelas
da casa abandonada dos meus dias
De ti só quero o eco do teu nome
e um gosto que não sei de mar e mel
De ti só quero o pão da minha fome
mendiga que já sou da tua pele.
e um gosto que não sei de mar e mel
De ti só quero o pão da minha fome
mendiga que já sou da tua pele.
Rosa Lobato de Faria, A Noite Inteira já não chega
sábado, 1 de fevereiro de 2020
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