sexta-feira, 13 de março de 2020

A fragilidade humana


Por motivos e casualidades várias, ao longo da vida e das experiências, vamos adquirindo uma consciência clara de que o ser humano é muito frágil.  Mas há momentos na nossa vida em que sentimos mais essa fragilidade e impotência perante as adversidades que surgem no nosso caminho.

Sabemos também que o ser humano tem a capacidade de fazer a diferença. Sabemos isto, mas gastamos recursos humanos e materiais destruindo o que temos, o que criámos e o que podíamos deixar para as gerações futuras. Gastamos esses recursos em conflitos, em guerras, em jogos de poder, quando poderíamos investir tudo aquilo de que dispomos no avanço da ciência, do conhecimento e no investimento na pessoa humana, nos seus habitats, de forma a superar as doenças, a privação, a ignorância e a defender-nos das catástrofes naturais.

Remete-nos à reflexão importante sobre o modo de ser do homem contemporâneo. Cada vez mais vivemos numa sociedade da técnica, sociedade esta, digitalizada, em que tudo parece previsível, passível de transformação numérica. E é justamente no íntimo dessa convicção sobre o exato, sendo induzidos a uma ilusória segurança absoluta, que o inesperado faz sua intromissão devastadora, deixando marcas na história da humanidade. E aí é terrível lembrar que a vida humana é tão frágil....

O reconhecimento da fragilidade e da vulnerabilidade humanas faz-nos perceber mais claramente a interdependência dos humanos. Precisamos uns dos outros...
A vulnerabilidade e a fragilidade humana  fazem-nos pensar que deveríamos todos, concentrar os nossos esforços na preservação e na dignificação da vida humana.


13 de Março de 2020




terça-feira, 10 de março de 2020

Silêncio

Há dias em que as "palavras"

não chegam para expressar

os sentimentos,

fica o silêncio.....





Obrigado pelas palavras Maria Dias..
In "Abraço-te"
Obrigada Paulo Rocha pela tua partilha (Memoria de  Março 2017)

segunda-feira, 9 de março de 2020

Faz hoje 3 anos - "Abraço-te"


Abraço o mundo
esse mundo inteiro
que cabe no meu olhar
e, num sentimento profundo
sonho ...e até ouso voar...

Abraço as palavras
no oásis do meu silêncio
a vida  suspensa num sentir
preenche esse vazio
e, simplesmente deixo-me ir

e apenas...
as palavras rasgadas
em gritos contidos
me dão “tudo” dos nadas
e se transformam em
abraços unidos

Abraço o mundo



In “Abraço-te”
MD




sábado, 7 de março de 2020

Dedicado às mulheres que sofreram a diferença, que lutaram pela sobrevivência, para que nunca sejam esquecidas..




Há mulheres que lutam ....

ontem lutei para ser gente
lutei para ser independente 
lutei para me expressar
ontem lutei para votar

hoje luto para ser inteligente 
luto para ser diferente 
luto para ser profissional 
hoje luto para não ser banal

luto  por tudo e por nada
por isto e por aquilo num vai  vem..
luto para ser amiga, namorada
menina, esposa, amante e mãe

a luta num rodopiar...
ontem lutei
hoje luto
e continuarei a lutar

Lutarei se eu quiser
porque sou Mulher


Maria Dias
2017






sexta-feira, 6 de março de 2020

O amor e a cumplicidade


O meu nome é Cumplicidade, um bocado estranho não acham? Sei lá porque me chamaram assim. Só sei que todos gostam de mim e eu gosto de toda a gente, mas de quem eu mais gosto é do meu Amor.

Naquele dia estava eu muito bem sentada, à espera que o Amor chegasse. E já desesperava de tanto esperar, mas porque tardaria ele? O melhor mesmo era escutar aquela canção e lá me deixei embalar….. lá la lá….”o Amor”,  as palavras da canção explodem-me na cabeça…. sei lá o que querem dizer …será que conhecem o meu Amor? Mas depois falam em afeição, amizade, carinho, fraternidade e depois dizem que tudo se resume ao Amor. Então mas conhecem o meu Amor? Assim a gritarem bem alto o seu nome. Estranho…  o meu Amor assim tão conhecido.

E eis que ele chega, apressado, e ostentando aquele ar de luminosa serenidade me beija afectuosamente como só ele sabe fazer. Não interessava saber porque tinha tardado, interessava sim que estava agora a meu lado, proporcionando momentos de uma proximidade serena, e ele dizia-me baixinho: só contigo “Cumplicidade” sinto esta paz e harmonia.

O Amor e a Cumplicidade são felizes, e são felizes para sempre como nos livros, enquanto os dois viverem lado a lado.


M D
2012