segunda-feira, 13 de abril de 2020

Ouvi dizer que hoje é o dia do Beijo

O quanto pode significar um beijo
uma chegada, uma despedida,
ternura, amor, paixão ou desejo
o inicio ou o fim de uma vida


Pode conter tristeza ou alegria
fazer-nos rir ou até chorar,
levar-nos nas asas da fantasia,
a ponto de fazer a alma voar


O beijo pode ser doce ou picante,
pode prender ou até afastar,
conter açúcar ou só adoçante,
mas quase sempre nos leva a amar!





segunda-feira, 6 de abril de 2020

Video publicado pela Biblioteca Natália Correia - Carnide "Abraço o Mundo"


A Biblioteca Natália Correia (Junta de Freguesia de Carnide) mesmo de “portas fechadas”, continua a querer chegar até si.
Convidámos os trabalhadores da Junta, elementos do Executivo e Assembleia da autarquia, Artistas e membros de instituições e grupos locais para lhe trazerem pequenos textos de diversos autores — nacionais e estrangeiros.

Hoje ficamos com a contribuição de ISAURA MARQUES (Biblioteca Natália Correia - Junta de Freguesia de Carnide) que nos traz um poema da autoria de Maria Dias.

#jfcarnide #cultura #bibliotecanataliacorreia #comunidade “fiqueemcasa #vaificartudobem






https://www.facebook.com/725259060850697/videos/2907326522678834/?t=1








Abraço o mundo
esse mundo inteiro
que cabe no meu olhar
e, num sentimento profundo
sonho ...e até ouso voar...

Abraço as palavras
no oásis do meu silêncio
a vida  suspensa num sentir
preenche esse vazio
e, simplesmente deixo-me ir

e apenas...
as palavras rasgadas
em gritos contidos
me dão “tudo” dos nadas
e se transformam em
abraços unidos

Abraço o mundo


In “Abraço-te”
MD




domingo, 5 de abril de 2020

" Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia, sentam-se perto de você e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil.
E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incómodas mochilas da moda nos ombros.
Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.

Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judo.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio, subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.

Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma a os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer connosco.

Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós..."



Autor: Affonso Romano de Sant'Anna

sábado, 4 de abril de 2020

Vamos ficar todos bem, será?



Vamos ficar todos bem, é o slogan que circula por todo o lado. Mas será que vamos mesmo ficar bem? Não, não vamos; pelo menos, não vamos ficar todos bem. Como seria isso possível?  Vidas destruídas, sonhos perdidos, dificuldades económicas... resta-nos a esperança que vamos recuperar e que um dia, mais breve para uns que para outros, ficaremos todos bem!



Vamos lá colorir o arco-íris 

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Conta-me uma história


Neste dia do livro infantil e também do autismo, vem me à memória este poema, escrito em 2012:




Conta-me uma história
antes de eu adormecer
e traz-me à memória
o que não quero esquecer

Uma história de encantar
enquanto o Sol se põe
e  a noite chega,
faz o tempo parar
e me aconchega

Sinto toda a fragância
que paira no ar
faz-me recordar
a minha “infância”
para este momento
se poder eternizar








quarta-feira, 1 de abril de 2020

1.Abril de 2020 - Dia das mentiras




Dia das mentiras, era sempre o dia de partilhar um poema que fiz em 2012 .....

Neste ano, o ano de 2020, que ficará na história da humanidade,  só consigo dizer que gostava que esta pandemia tivesse sido uma grande mentira, que tivesse sido um grande pesadelo e que amanhã dia 2 de Abril a nossa vida voltasse ao normal.

Desse pesadelo que tenhamos aprendido algo, como por exemplo dar valor às coisas mais simples da vida e que a humanidade dê as mãos para continuar a viver!