quarta-feira, 23 de maio de 2018
terça-feira, 22 de maio de 2018
Abraço-te
Abraço
o mundo
esse
mundo inteiro
que
cabe no meu olhar
e, num
sentimento profundo
sonho
...e até ouso voar...
Abraço
as palavras
no
oásis do meu silêncio
a
vida suspensa num sentir
preenche
esse vazio
e,
simplesmente deixo-me ir
e
apenas...
as
palavras rasgadas
em
gritos contidos
me dão
“tudo” dos nadas
e se
transformam em
abraços
unidos
Abraço
o mundo
sexta-feira, 18 de maio de 2018
A humanidade não aprendeu nada com os erros do passado ....
“No decurso da minha vida assisti a incríveis
progressos tecnológicos. Quando nasci não era comum ter-se automóvel, mas,
quando cheguei aos 40 anos, o homem já havia pisado a lua. Descobrimos curas
para doenças, construímos armas nucleares, representámos o nosso ADN,
aprendemos a navegar na internet e desenvolvemos remédios e alimentos
genéticamente modificados. Pelo menos no Ocidente, a maioria das pessoas
tornou-se mais rica do que uma geração como a dos meus avós poderia ter
imaginado. Contudo, em termos de humanidade, parece que milhares
de anos de experiência não implicaram muitos progressos.”
Eva Schloss in “A rapariga de Auschwitz”
domingo, 6 de maio de 2018
sexta-feira, 4 de maio de 2018
O bombeiro
A ti bombeiro
Que tens a garra e a coragem
de enfrentar o perigo e a morte
com uma bravura selvagem
muitas vezes escapas por sorte
A ti bombeiro
Que tens todo o direito
ao nosso reconhecimento
mereces todo o respeito
num profundo sentimento
A ti bombeiro
Forte e destemido
nem sempre lembrado
nem sempre agradecido
aqui deixo o meu obrigado
Maria Dias
04/Maio/2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Em Maio chuva de flores
CHUVA
DE FLORES
O
ameno clima primaveril mudou nessa tarde...
as
nuvens, que de manhã se tinham revelado
pequenos
fiapos de algodão, dignos de um postal,
ecureceram,
os
pássaros calaram-se e fugiram da época estival,
o ribombar premonitório de
uma trovoada fez-se ouvir
o entardecer apareceu mais
cedo, as nuvens essas
endoideceram,
e o céu começou a roncar e
acabou a aplaudir
Ela queria fugir dali,
queria fugir à tempestade
não teve tempo, a chuva
começava a cair,
mas em vez de gotículas de
água, na verdade
era uma chuva de pétalas
de flores…
o ar repleto de cheiros
intensos e perfumados
era um espectáculo de
muitas cores,
e os campos estavam todos
iluminados.
e de repente, um mundo
imaginário…
as flores caídas sobre a
erva fragmentavam
o Sol em centelhas de
carmim,
a beleza e a paz se
aliavam,
o assalto aos sentidos
feito assim,
despertou nela algo vindo
da infância
quando aquele cheiro lhe
inspirava
alegria, amor, paz e segurança
Maria Dias
Maio 2012
| publicado no Poemário de 2015 (Pastelaria Studios, Multiplas Historias) |
|
terça-feira, 1 de maio de 2018
Soneto de Maio
Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
Vinicius de Moraes
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
Vinicius de Moraes
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